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"Só se vê bem com o coração" (Saint-Exupéry)
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Lugarzinho onde dispo minha alma...piegas para alguns, eu sei, mas enfim é como sou.
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Sábado, Outubro 28, 2006
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À primeira vista
Os olhos se abriram como caleidoscópios em seu rosto.
Depois de um curto olhar, as roupas moveram-se rapidamente, alcançaram o teto.
Havia pressa.
Paredes desapareceram enquanto os lábios consumiam minha pele.
Arranhou-me as costas e mostrou o sangue abaixo das unhas. Fingi não entender a metáfora enquanto ele beijava minhas vértebras.
Senti náuseas, arrepios e depois... não sei.
Fechei os olhos. Ele sussurrou alguma coisa em meu ouvido e apertou meu corpo contra o seu várias vezes.
Fez-me elogios ofegantes. Ignorei tudo menos a falta de ar. Contorci meu corpo.
Ele esqueceu da aflição, pena, e me desejou sem medo. Chamou-me de sua.
Brincou com meus cabelos por alguns minutos, disse ter medo de esquecer o cheiro.
Mordeu-me os lábios, a barriga e os pés, ritualisticamente...
Um prazer estranho lhe invadiu a face: "- Sorria", pediu. Aquilo me pareceu tão atraente que chorei. As lágrimas alcançaram sua boca, éramos íntimos. Ele se satisfez.
postado por: LIS RIBEIRO 11:20 AM
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Domingo, Maio 21, 2006
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Quarta-feira, Julho 13, 2005
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Segunda-feira, Fevereiro 07, 2005
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Inefável
Contei estrelas, não minto. E naquele instante, era como se o céu se perdesse na imensidão do meu desejo de calcular o infinito.
Foram muitos os segredos que indiscretamente revelei. Tantos que seria incapaz de distinguir meus lábios de seus tímpanos.
Disse bobagens em meias palavras. E no final, todas as minhas frases lhe pareceram silenciosas.
"Imensurável", assim adjetivei o meu amor, incansáveis vezes, até que todo o significado se perdesse.
Jurei eternidade a tudo que me parecia fugaz. Lugar algum conteria tanta imortalidade como seus efêmeros beijos.
Inventei mil e um destinos e em todos eles eu era sua e você, quase sempre meu.
postado por: LIS RIBEIRO 8:26 PM
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Sexta-feira, Outubro 29, 2004
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Domingo, Outubro 10, 2004
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Outras camas
Vagamente, me ausento dos meus lábios, transcendo o meu corpo.
Sempre acreditei que isso um dia aconteceria, sempre me avisaram que não demoraria ... mas o que ninguém, nem mesmo eu, pôde prever é que não fujo da minha carne por não caber em mim, mas sim para procurar uma casa menor, um lugar onde essa minha pequena alma que caberia em uma palavra, não se perca.
Falência!!! Gritou meu coração convicto! Não era por excesso de trabalho que o músculo disforme fechava as portas, mas era um protesto contra a ingratidão do amor, que se refugiou nas bocas que beijei, e nunca mais voltou.
- "O que os olhos não vêem...", disseram os ilusionistas presos na minha retina. Mas, antes que terminassem a frase, fecharam-se as pálpebras.
A boca quase pronunciou uma sílaba, mas os sons se perderam no gosto ácido das lágrimas... era chuva de verão que, no inverno, parecia temporal.
Serenamente, morte generalizada em outros lençóis.
postado por: LIS RIBEIRO 4:53 PM
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Terça-feira, Julho 13, 2004
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Sábado, Junho 12, 2004
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Domingo, Maio 09, 2004
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Domingo, Abril 18, 2004
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Domingo, Março 21, 2004
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Domingo, Fevereiro 22, 2004
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Sábado, Fevereiro 07, 2004
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Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004
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Sábado, Janeiro 31, 2004
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